As vezes, começo pelo título, sem saber muito bem que rumo seguir, as vezes, todas.
Por as vezes prever o fim de uma estrada é errar por que fins de estrada não existem,
As vezes no banho, as vezes na rua penso que és meu e que sou tua, mas as horas corridas escondidas mostram que vezes eu vezes tu nos pertencemos, poucas as vezes.
As vezes acho,
As vezes perco, me perco...
As vezes tenho certeza, outras tantas tontas só dúvidas,
As vezes fujo, as vezes me encontras, me encantas...
As vezes o sonho, outras a verdade nua e dura, mais dura no disfarce que nua na carne,
As vezes dia, as vezes lua,
As vezes quero
As vezes desespero, e de esperar chego cansar, de um não sei que, de um nem sei como...
As vezes o vento, as vezes um desejo subto, soluto solúvel, sonoro, sincero de um quero que nem sei se queres,
As vezes parece até má vontade de sentir vontade já que não há entrega, não há fuga nem mentiras nem verdades, comodidade?
As vezes aparece vezes outras desapareces, que dói, me esqueces?
Um suspiro, um gemido, saliva, calor...
Ausência,
Ah, as vezes....as vezes me deixas outras me invande, inunda...

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