Uau!!!, quanto tempo não venho aqui,
Quanto tempo,
Quanta coisa não se faz,
Quanta coisa não sou mais, ou não tenho praticado ser,
Andei afastada de mim mesma, fingindo estar morta, ou tentando me matar, fingindo aceitação...
Mas como???
Gosto de mim, de ser como sou, ou como eu era (impetuosa, ousada, a frente...);
Mas o tempo nos consome e não sei se é possível voltar, alias, voltar também não é o que eu busco...
A busca é pela coragem, me sinto embebida num sono profundo, minha alma em coma, e vislumbro um tempo que não chega, ou demora a chegar, então me debato em busca de conforto ou de um berro de liberdade.
Estou presa ao comum, ao morno que m dia eu sonhei, e que encontrei junto à decepção, é tudo lindo, obvio, seguro, certo, mas sem emoção, frio na barriga, desafio, à não ser com a "balança", muitas, quase todas buscam isso, e por um momento busquei também na ânsia de ser comum, porém sempre foi essa mesma ânsia que fazia de mim quem realmente sou, voraz, intensa, verdadeira...
Vá entender, não fui feita para ser entendida, mas precisava eu ser assim tão difícil.
Se não tenho quero, se tenho logo não tem mais graça...
Ser adolescente aos 3.1 é um forte indicio de que jamais serei adulta, uma mulher convencional, a mãe careta, a senhora de saias longas e cabelos tingidos de preto,...
Ando tão perdida nessa aventura de ser normal..
Ando com tanta saudade de ser quem eu, era? eu, sou? ...
Imaginando quem eu vou ser daqui uns dias...
Não é para ter nexo, não é para ser entendida que eu escrevo, é apenas para ser livre...
